"Por conseguinte, a sua vida se precipita nas profundezas e, assim como de nada serve encher com líquido uma vasilha sem fundo, nada pode trazer de volta o tempo, não importa quanto ele te foi dado, se não há onde retê-lo. Ele atravessará os espíritos abalados e que nada apreendem."Sêneca
sábado, setembro 17, 2011
Sobre a brevidade da vida
Necessidade.
Ao aspirar e encher os pulmões com toda a ausência é que se traz alguém ao presente real, por não ser olvidado, a insustentável leveza dos momentos repousa na necessidade que se tem de alimentar a alma de incertezas.Faz-se então das lembranças refeições inteiras, cheias de nostalgia e melancolia, de momentos que ficaram no passado e que de maneira alguma podem ser nutritivos ao futuro, talvez ai esteja uma questão da vida, saber utilizar o tempo que dispomos a favor do próprio tempo. Consumir o momento com avidez, saboreando cada palavra no instante em que foi proferida e degustar os sentimentos como sobremesas. Presença é vida que só pode ser saciada com calor, aquecida com o coração e aflorada na derme, nos braços, nas mãos e nos olhos de quem sente saudade.
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de como sinto.,
de como vejo.,
De olhos abertos.
domingo, setembro 11, 2011
O que me encanta nas relações não é a aparência das pessoas, nem as fotos e objetos materias que marcam a trajetória e comprovam a existência daquilo que outrora fora efêmero, o que mais me estarrece é o que fica das pessoas em nós. Relacionar-se significa deixar parte de nós dentro do outro e despertar em nós mesmo questionamentos até então olvidados, é como ganhar mais um orgão de percepção, é uma repartição complexa. A medida que o tempo passa, existe uma tendência de incrustarmos nossas caracteristicas e usar de fato um exoesqueleto de proteção, que ao mesmo que ajuda indiretamente na respiração, impede o crescimento e então necessário realizar nova ecdise.
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de como vejo.
terça-feira, setembro 06, 2011
Me procuras no vago da noitete busco na solidão do diaambos dançamos na chuva neste descompasso efêmerosem nunca avistar um a face do outronum desespero em que não sou e nem tu és.De mãos dadas estamos perdidos(em nós mesmos)somos como almas a esperar o trem que já passou.
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De olhos abertos.
sexta-feira, setembro 02, 2011
Ocupado.
Enquanto eu ainda tocar essa pianica será sempre assim, você mora em mim, pois a dicotiledônea morreu e nem sequer uma mísera briófita nasceu desde que você se foi.
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de como sinto.
Sou um inseto de exoesqueleto quitinoso que queria ser ave, mas que contenta-se com a convergência adaptativa de ter asas.
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De olhos fechados.
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