terça-feira, novembro 22, 2011

"Deixemos, pois, de generalizações, que levam sempre a becos sem saída."

domingo, novembro 13, 2011

Mesmo quando tudo for só essa escuridão fantasiada de solidão, quando os olhos feito rios inventarem de criar uma nascente, puro sangue transformado, porque tudo deságua no mar salgado de densidade duvidosa que é o pensamento, veja aquela luz azul no fundo da noite e lembre de como é bom viver, mesmo sustentando-se nas incertezas.

sábado, novembro 12, 2011

Para as almas que vivem a ansiar, o distante não existe.

terça-feira, setembro 20, 2011

Desabafo.

(cansei-me de ouvir das pessoas que estas não têm mais tempo para fazer as coisas,Tempo todo mundo tem, mas escolhemos com o quê e com quem queremos gastar nosso tempo. O problema é que existe uma tendência geral para o uso de eufemismos, é ainda pior quando além de enganar aos outros a pessoa se engana...)

sábado, setembro 17, 2011

Livro do desassossego

"Não sei o que é o tempo. Não sei qual a verdadeira medida que ele tem, se tem alguma. A do relógio sei que é falsa: divide o tempo espacialmente, por fora. A das emoções sei também que é falsa: divide, não o tempo, mas a sensação dele. A dos sonhos é errada; neles roçamos o tempo, uma vez prolongadamente, outra vez depressa, e o que vivemos é apressado ou lento conforme qualquer coisa do decorrer cuja natureza ignoro.
 Julgo, às vezes, que tudo é falso, e que o tempo não é mais do que uma moldura para enquadrar o que lhe é estranho. "

Fernando António Nogueira Pessoa